sexta-feira, 13 de maio de 2011

Operação no Complexo do Alemão

Estamos em guerra. Não uma guerra propriamente dita, mas que não deixa de ser o que a palavra cogita.
Os passos do governo serão em vão, ou pior, irão regredir ainda mais o quadro no qual nos encontramos. Digo isso, pois, o que adianta combatermos os traficantes, bandidos, se por de trás desses, o próprio governo, a própria policia e milícias, estão envolvidos?
Eliminando-se a bandidagem, estaremos apenas retirando os peões do tabuleiro, e deixando os reis, bispos, cavalos, em jogo.
Não há apenas um culpado, porém os principais somos nós, que elegemos os nossos governantes. Somos nós mais uma vez, por excluir cada vez mais aqueles que julgamos não ter condições de conviver conosco. E somos nós, por gerar uma onda de perversa desigualdade social.
A situação atual reflete nossas atitudes, ou a falta delas. Enquanto a sociedade não se conscientizar, ó haverão melhorias aparentes.

domingo, 31 de outubro de 2010

Não é porque olhas em meus olhos, que creio no que sai de teus lábios. Iludir é simples, persuadir, ainda mais. Confiamos porque queremos confiar, não por ser um fato. Então, turvo minha visão para não desistir do mundo, e de você.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Luz triunfante

São todos tolos nesse indigno Universo, vagando por mentiras e falsas esperanças. Freneticamente buscam um escape, uma forma de se manterem iludidos.. Mais certos dizer, cegos! Nada passa, nada muda. Tudo fica, tudo cessa. E a ausência preenche o vazio.

Apenas um fato é constatado. O último parágrafo da vida, a tão esperada (sim, esperada) morte. A qual ninguém reluta. Porque se tornaram marionetes com fios de aço, sistematicamente controlados. As palavras, tudo eco de uma conformação camuflada.

Tijolos reforçados são erguidos para aquelas poucas almas vertiginosas, que crêem na luz. A luz que triunfará.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tão e pouco

Meus problemas, esquecer.
Minhas paixões, possuir.
Minhas tristezas ,abater.
Meus desejos, adquirir.

Tão simples, tão distante.
Exponho sinceramente meus sentimentos, dos mais utópicos aos mais realistas, dos mais simples aos mais colossais. Cada palavra, cada vírgula, utilizo minuciosamente suas respectivas importâncias.
O que não atravessa a voz, transparece através de lápis e papel. Recorro diariamente a estes refúgios, que me salvam da indispensável loucura de viver.
Aprendo, avanço, a cada dia. Há um poço sem fim de coisas a serem ajustadas, e com meu fadigado companheiro tempo, vou rumando pacientemente ..